Histórico

A Reserva Ibirapitanga é o primeiro projeto residencial preservacionista aprovado em área de proteção ambiental no Brasil. Foram mais de 8 anos de trabalho junto aos principais órgãos de controle do meio ambiente para poder consolidar a aprovação de um projeto inovador que, em área mista de preservação e urbanização propôs o loteamento de áreas degradadas e a restauração e conservação dos fragmentos de Mata Atlântica, na proporção de 1 para 4, respectivamente.



A configuração de Ibirapitanga hoje parece óbvia, mas ninguém havia pensado nisso antes. Pelo menos não a ponto de investir num projeto concreto e tentar licenciá-lo. A idéia é fruto da inspiração de pessoas como Ciro e Eduardo Scopel, Sérgio e Ricardo Villasboas, Gilberto Pereira, Ivo Szterling, Ronaldo Brani e muitos outros realizadores, que angariaram apoio e reconhecimento de ícones como o urbanista Paulo Nogueira Neto e o arquiteto Jorge Wilheim.
    
O formato atual de Ibirapitanga excede a mais ambiciosa das expectativas. A combinação de loteamento urbano com reserva ambiental criou uma dinâmica que favorece tanto a um quanto a outro. De um lado, permite a existência de um loteamento ecologicamente equilibrado, inserido num ambiente natural de riquezas singulares, com forte apelo conservacionista. De outro, enseja o manejo de fragmentos naturais importantes com o esforço e os recursos de toda uma comunidade de proprietários e adquirentes de lotes.

Silvano Raia e Antonio Scopel na inauguração da Sede Social da APRI (Reserva Ibirapitanga, dezembro de 2004)A origem
Uma propriedade com cerca de 22 milhões de m² em uma das poucas áreas restantes de Mata Atlântica preservada no Brasil. Foram essas as características que a empresa Scopel enxergou na fazenda Rio dos Pilões, na década de 90, quando o proprietário e médico hepatologista, Silvano Raia, propôs a articulação de um empreendimento imobiliário em seu enorme terreno.

Bem localizada, no município de Santa Isabel - a cerca de 60 km do centro de São Paulo -, a fazenda mostrou ter um grande potencial imobiliário. Entretanto, o que impedia o empreendimento de ser implantado eram as restrições que Santa Isabel tinha – e ainda tem - em relação ao loteamento de terrenos para fins de extensão urbana. Isso ocorre porque 84% do território do município faz parte das Áreas de Proteção de Mananciais (APM), sendo banhado pelas bacias do Rio Jaguari e do Rio Paraíba do Sul.

Para evitar que a área fosse ocupada de maneira a agredir o ambiente, a Scopel lançou mão de uma iniciativa arrojada e inédita. A empresa propôs à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo um licenciamento ambiental especial, fora dos parâmetros usuais de legislação ambiental. Assim, enquanto os espaços já degradados da Fazenda Rio dos Pilões seriam ocupados e loteados, as áreas preservadas da Mata Atlântica da região permaneceriam intocadas.
 
Feita a proposição em 1994, o empreendimento ganhou corpo e novos integrantes: as empresas Cipasa e Atuarq (atual Wincorp). Com os novos parceiros, o consórcio Rio dos Pilões desenvolveu o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), documentos importantes no processo de definição dos limites de ocupação urbana e das áreas de preservação e recuperação florestal, e apresentados, em 1996, ao Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental – DAIA, ligado ao Sistema Estadual de Meio Ambiente - SMA.

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