Administração

Manejo Ambiental
A administração da RPPN Rio dos Pilões é toda especial e, talvez por essa razão, o termo mais adequado a ela seja “Manejo Ambiental”. Os órgãos ambientais exigem manejo apropriado em todas as unidades de conservação do país, e, no caso de Ibirapitanga, o IBAMA estabelece um roteiro metodológico próprio para a formulação de planos de manejo em RPPN. Dessa forma, o manejo ambiental da RPPN Rio dos Pilões passa a ser uma obrigação legal e uma orientação para a gestão realizada pela Associação dos Proprietários em Reserva Ibirapitanga – APRI.


Plano de Manejo
O Plano de Manejo Ambiental da RPPN Rio dos Pilões foi desenvolvido, ao longo de dois anos de trabalho intenso, de 2004 a 2005, pela Biométrica Avaliações Biológicas e Manejo Ambiental, equipe multidisciplinar chefiada por Álvaro Fernando de Almeida, professor doutor da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP).

O Plano estabelece o zoneamento da Reserva e uma série de programas que devem ser implementados para a proteção e recuperação dos recursos naturais.

Programas

São sete os programas estabelecidos no Plano de Manejo e gerenciados pela Associação dos Proprietários em Reserva Ibirapitanga:

• Programa de Manejo de Vegetação.
• Programa de Manejo de Fauna.
• Programa de Monitoramento do Meio Abiótico.
• Programa de Fiscalização e Segurança.
• Programa de Educação Ambiental e Visitação.
• Programa de Responsabilidade Social e Relações com as Comunidades do Entorno.
• Programa de Administração.

Zoneamento
O zoneamento é uma técnica de ordenamento territorial, usada como meio para se conseguir melhores resultados no manejo e proteção de uma Unidade de Conservação. Esta ordenação estabelece usos diferenciados para cada espaço segundo seus objetivos, potencialidades e características, contribuindo para maior efetividade na gestão da Unidade de Conservação. O Plano de Manejo divide a Reserva Ibirapitanga em sete ambientes diferentes:

1. Zona Silvestre (ZS).
2. Zona de Proteção (ZP).
3. Zona de Visitação (ZV).
4. Zona de Transição (ZT).
5. Zona de Recuperação (ZR).
6. Área de Administração (AA, fora da RPPN).
7. Área Residencial (AR, fora da RPPN).

Gestão da RPPN
O programa de Administração da RPPN Rio dos Pilões é composto por um conjunto de ações e iniciativas que complementam a gestão do Residencial Terras Altas, conduzida pela APRI com base em três princípios norteadores: permeabilidade, especialização e profissionalização.

A permeabilidade se refere à participação ativa de qualquer associado ou voluntário dos movimentos de administração da Reserva. As reuniões da Diretoria costumam ser abertas e frequentemente são organizadas comissões de voluntários para tratar de assuntos e eventos específicos.

Outro princípio bastante importante é a especialização. Procura-se sempre buscar ajuda especializada para atender a toda e qualquer necessidade de Ibirapitanga que possa representar incerteza ou dificuldade no corpo diretivo.

A profissionalização é mais um princípio que merece destaque. A APRI tem um projeto de profissionalização de seus quadros gerenciais para formar uma estrutura de gestão que possa enfrentar o dia a dia de Ibirapitanga, independentemente dos conselheiros e diretores eleitos. A ideia é que o corpo gerencial venha a se encarregar completamente da administração, deixando a cargo dos eleitos apenas atribuições políticas e a fixação de diretrizes gerais.
 

Objetivos do Programa de Adminstração da RPPN Rio dos Pilões

• Promover uma administração efetiva visando estabelecer, encaminhar e concretizar os procedimentos de implantação da gerência operacional da RPPN.
• Estabelecer procedimentos administrativos de identificação, seleção e recebimentos de fundos para projetos de pesquisa.
• Aumentar a infraestrutura de serviços oferecidos.
• Identificar, priorizar e buscar recursos para melhora de serviços e instalações que servem à RPPN.
• Estabelecer acordos e parcerias com outras organizações visando uma melhor proteção da flora e da fauna.
• Implantar as estruturas e os sistemas direcionados para a proteção da área contra a caça furtiva, supressão da vegetação e incêndios.

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